O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou nesta quinta-feira (2/10) que vai deixar o comando do Executivo estadual em abril de 2026 para disputar a Presidência da República.
Segundo Zema, há um entendimento entre ele e outros três governadores ligados ao campo da direita, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; e Ratinho Junior (PSD), do Paraná, para que, caso apenas um deles avance ao segundo turno, receba o apoio dos demais na disputa contra o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição.
O governador mineiro destacou que Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás estão entre os estados mais populosos do país, o que reforçaria o peso político das candidaturas de governadores em exercício. Para ele, a estratégia amplia as chances de vitória da direita nas eleições presidenciais de 2026.
Zema também afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comunicou que não será candidato ao Planalto, optando por disputar a reeleição no Executivo paulista.
Durante o encontro com lideranças regionais, Zema fez um balanço de sua gestão, ressaltando investimentos, geração de empregos e a retomada de obras paradas em diferentes regiões de Minas Gerais. Ele afirmou que pretende deixar como legado a regularização das contas públicas e a entrega de diversas obras estruturantes em andamento.
Além das articulações políticas, o governador também participou, em Montes Claros, do encerramento do Exercício Simulado de Emergência Zoossanitária Febre Aftosa 2025, promovido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e de uma reunião com prefeitos na sede do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams).