As articulações políticas em Minas Gerais começam a ganhar forma com vistas às eleições de 2026. Um dos movimentos em destaque envolve o atual vice-governador do estado, Mateus Simões (Novo), que pode mudar de partido nos próximos meses. A direção estadual do Novo não descarta a possibilidade de Simões migrar para o PSD, desde que a legenda garanta a vaga de vice em uma futura composição de chapa majoritária.
Segundo o jornal mineiro O Tempo, o presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, vê com naturalidade essa possível mudança de sigla por parte do vice-governador. Para ele, o essencial é que o grupo político liderado pelo governador Romeu Zema continue unido e competitivo. Laguna afirma que a prioridade é a construção de uma frente ampla à direita, capaz de manter a hegemonia do campo liberal em Minas, mesmo que isso implique ceder protagonismo em partes da chapa.
“Se essa mudança for o melhor caminho para consolidar uma frente de direita forte, o Mateus pode sim estar em outro partido. Mas, nesse cenário, defendemos que a vaga de vice continue com o Novo”, teria afirmado Laguna ao diário.
Segundo o dirigente, a manutenção de espaços relevantes para o partido na chapa majoritária seria importante não apenas para o projeto eleitoral de 2026, mas também para preparar novos quadros visando 2030.
PSD no radar de Simões
Mateus Simões ainda não confirmou oficialmente sua ida para o PSD, mas a movimentação é considerada bastante provável nos bastidores. A avaliação é que o Novo enfrenta limitações estruturais, como tempo de TV, recursos e número de parlamentares, e isso pode pesar na decisão do vice-governador.
O PSD, por outro lado, oferece uma base mais sólida e visibilidade nacional. Um ponto de atenção, porém, é a convivência dentro da legenda: o senador Rodrigo Pacheco, atual presidente do Congresso Nacional, também é do PSD e tem atuação próxima ao governo federal. Simões já sinalizou que só toparia ingressar no partido se houvesse espaço para diferentes correntes ideológicas dentro da sigla.
Zema apoia articulação
O governador Romeu Zema comentou o cenário com tom conciliador. Ele afirmou que mudanças partidárias fazem parte do processo político e que, independentemente da sigla, o mais importante é a continuidade do projeto de gestão que vem sendo implementado em Minas.
“Se o Mateus for para outro partido, o plano de governo permanece. Não há problema nisso, contanto que o objetivo maior, a gestão eficiente, seja mantido”, disse Zema.
Alianças em construção e prazo apertado
A possível ida de Simões para o PSD pode reconfigurar o xadrez eleitoral mineiro. Há uma expectativa de que ele possa ser o nome do partido ao governo do estado, mas esse caminho depende de negociações com outras siglas e lideranças nacionais. Vale lembrar que o PSD também abriga aliados do presidente Lula, o que poderia tensionar a formação de uma chapa alinhada à direita.
O prazo para mudanças de partido com vistas às eleições de 2026 termina em abril do próximo ano. Já as convenções partidárias, que oficializam candidaturas e coligações, devem ocorrer até agosto.
Enquanto isso, outras legendas como MDB, PP e União Brasil seguem atentas aos movimentos em torno de Simões e Zema, visando alianças que possam garantir palanques fortes tanto em Minas quanto no cenário nacional.
Fonte das informacões: O Tempo