TCEMG determina melhorias urgentes em escolas de Serranópolis de Minas após auditoria: falta água potável, saneamento e segurança

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Maicon Tavares

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) emitiu uma série de determinações à Prefeitura de Serranópolis de Minas após constatar graves irregularidades nas escolas municipais, sobretudo nas unidades da zona rural. A decisão foi tomada durante a sessão do dia 2 de julho, após a análise da Auditoria Operacional nº 1.182.251, realizada em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Copasa, dentro do projeto “Sede de Aprender”.

A auditoria, realizada em maio deste ano, apontou a falta de água potável, inexistência de fossas sépticas adequadas, precariedade na infraestrutura elétrica e riscos de incêndio em três escolas municipais. Além disso, foram identificados problemas de acessibilidade, controle de pragas, ausência de alvarás da Vigilância Sanitária e inadequações nas condições de preparo e armazenamento dos alimentos.

De acordo com o relatório do TCEMG, a prefeitura não apresentou documentação comprobatória das supostas providências tomadas. “Foram informadas ações, mas sem qualquer detalhamento ou comprovação de que, de fato, foram executadas ou estão em execução”, registrou a área técnica do Tribunal.

O conselheiro relator Agostinho Patrus determinou que o município elabore e envie, em até 90 dias, um plano de ação com prazos definidos e responsáveis designados. Durante a votação, o presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, lamentou a precariedade constatada. “Em pleno século XXI, estamos discutindo e determinando água potável e fossas sépticas em escolas. Quando vamos discutir a questão da qualidade de ensino?”, indagou.

O que deve ser feito pela Prefeitura de Serranópolis de Minas

Determinações obrigatórias:

 

  • Implantação de fossas sépticas nas três escolas rurais visitadas, com proteção das áreas e desativação das fossas negras;

  • Garantia de fornecimento de água potável com testes periódicos de qualidade e instalação de sistemas de filtragem;

  • Implementação de medidas mínimas de segurança contra incêndio, como extintores, sinalização e saídas de emergência;

  • Regularização da situação das escolas junto à Vigilância Sanitária, com adequações nas superfícies e utensílios utilizados na alimentação escolar.

Recomendações do Tribunal:

 

  • Substituição de móveis e equipamentos desgastados, como armários, mesas e cadeiras;

  • Correção da rede elétrica, com eliminação de fiação exposta e instalação adequada de quadros e tomadas;

  • Instalação de assentos em vasos sanitários e reparos em áreas com umidade e azulejos danificados;

  • Pintura periódica dos prédios escolares e substituição de pisos e portas danificadas;

  • Isolamento da EM Alto São João para evitar vandalismo enquanto estiver desativada;

  • Roçada frequente do entorno da escola para evitar queimadas e animais peçonhentos;

  • Adequação do armazenamento de botijões de gás com instalação de rede externa conforme normas técnicas;

  • Reparo nas calçadas quebradas;

  • Implantação de sistema de gestão de resíduos com ações de conscientização e coleta seletiva;

  • Acessibilidade: adequações em rampas, corrimãos, banheiros e superfícies, conforme as normas da ABNT (NBR 9050);

  • Diagnóstico completo em todas as escolas do município para identificar e corrigir outras irregularidades semelhantes.

O TCEMG aguarda o recebimento do plano de ação detalhado da prefeitura, e seguirá monitorando a situação. Caso as determinações não sejam cumpridas, o município poderá ser alvo de sanções administrativas e judiciais.

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