Prefeito de Josenópolis é condenado por tentativa de homicídio e perde direitos políticos

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Maicon Tavares

O prefeito de Josenópolis, Daniel Patrick Ribeiro Queiroz (Republicanos), foi condenado a 3 anos e 10 meses de prisão em regime aberto por tentativa de homicídio. A sentença, emitida pelo Fórum de Grão Mogol, reacende um episódio que marcou a política local há quase dez anos.

O caso julgou um crime ocorrido em janeiro de 2016, quando Daniel ainda exercia o cargo de vice-prefeito. De acordo com os registros policiais da época, ele teria efetuado disparos contra um homem de 25 anos, que acabou ferido na perna e no abdômen. Informações levantadas pelos investigadores apontavam para uma possível motivação passional.

Após os tiros, Daniel fugiu do local e permaneceu desaparecido por alguns dias. Ele só se apresentou posteriormente à Polícia Civil, em Montes Claros, onde confessou ter sido o autor dos disparos.

Além da pena, o prefeito foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil em indenização à vítima e teve seus direitos políticos suspensos. A defesa, conduzida pelo advogado Warlem Freire, informou que já protocolou recurso e considera a decisão precipitada.

A sentença, por ser de primeira instância, não retira Daniel do cargo, o que tem sido ponto de debate entre moradores e agentes políticos da região, que questionam os impactos éticos e institucionais da permanência do prefeito no comando da cidade enquanto responde por um crime grave.

Em nota oficial, a Prefeitura de Josenópolis afirmou que o episódio ocorreu muitos anos antes de Daniel assumir o Executivo municipal e que não tem qualquer relação com a atual administração. O governo municipal também ressaltou que os serviços públicos seguem funcionando normalmente e que o prefeito mantém sua agenda administrativa.

O comunicado reforça que, depois do incidente de 2016, Daniel deixou a cidade por um período e retornou apenas para disputar as eleições de 2020. Ele venceu e assumiu o mandato em 2021, sendo reeleito para o quadriênio seguinte.

A gestão municipal também frisou que a decisão não determina perda de mandato e está sujeita a revisão, destacando o princípio da presunção de inocência.

A condenação reacende discussões sobre a responsabilidade de agentes públicos condenados por crimes graves, mesmo que praticados antes do exercício do mandato. Em Josenópolis, o assunto domina conversas nas ruas e redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores do prefeito e moradores que pedem seu afastamento imediato.

Enquanto o processo segue para as instâncias superiores, o episódio volta a colocar Josenópolis sob os holofotes, e a pressionar a classe política local por mais transparência e posicionamentos firmes diante de um caso que, mesmo antigo, segue causando impacto na vida pública do município.

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