Pimenta volta à ALMG por obra do acaso, e pode encerrar a carreira com dignidade ou insistir no erro rumo a outra derrota

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Maicon Tavares

Após ser derrotado nas urnas em 2022, o ex-deputado estadual Carlos Pimenta reassume uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas por ser suplente do PDT. A volta só foi possível porque Alencar da Silveira Jr. deixou o mandato para ocupar vaga no Tribunal de Contas.

Pimenta, que tem histórico de vitórias sempre “na taba da beirada”, surge agora tentando dar tom espiritual ao retorno, como mostrou em sua postagem no Instagram: oração, luz, caminho florido e fé. Um discurso sereno, talvez demais para quem sabe que, politicamente, está diante de seu último fôlego.

A verdade é que o ex-deputado recebe uma oportunidade rara, quase um presente do destino, para fechar seu ciclo político de forma digna e com algum brilho. Se tiver lucidez e prudência, usará esses meses para construir um mandato final correto, discreto e útil ao Norte de Minas, região que sempre o elegeu e depois o abandonou.

Mas se Carlos Pimenta resolver acreditar que ainda há espaço para uma reinvenção eleitoral em 2026, movido pelo pensamento equivocado de que “não tem mais nada a perder”, poderá terminar essa história de forma melancólica:
com nova derrota, ainda mais acachapante, e gastando um dinheiro que não tem.

A volta de Pimenta é um capítulo interessante, mas pode se tornar apenas um rodapé. A escolha é dele.

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