Denúncia anônima aponta supostos “servidores fantasmas” em gabinete de vereador em Buritizeiro

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Maicon Tavares

Maicon Tavares é jornalista, empresário e analista político, com forte influência no Norte de Minas. Proprietário do Portal Maicon Tavares e colunista na rádio Universitária 101,1 FM, destaca-se pela cobertura política em Montes Claros. Sua atuação une credibilidade na informação, análise de temas públicos e a promoção de tradicionais eventos de networking regional.

Uma manifestação registrada na Ouvidoria do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) levanta suspeitas de possíveis irregularidades no gabinete do vereador Rodrigo da Jamar, no município de Buritizeiro, no Norte de Minas. A denúncia, protocolada no dia 16 de abril de 2026, foi feita por um manifestante que optou por não se identificar.

De acordo com o relato, dois assessores parlamentares nomeados no gabinete não estariam cumprindo expediente na Câmara Municipal. Um deles foi identificado como Pablo Ferrari, apontado como proprietário de uma ótica na cidade vizinha de Pirapora, onde, segundo a denúncia, passaria durante horário de expediente trabalhando. O outro citado é Edson do Nascimento, que, conforme o texto, atuaria como pedreiro particular do vereador e também como atendente em uma empresa ligada a ele, a Jamar Agro, localizada em Buritizeiro.

A denúncia afirma que ambos estariam formalmente nomeados como assessores parlamentares, mas não exerceriam suas funções na sede do Legislativo municipal. O manifestante questiona ainda como estariam sendo realizados os registros de frequência desses servidores, já que, segundo ele, não haveria cumprimento de jornada no local de trabalho.

Como providência, foi solicitado ao Ministério Público que realize diligências para apurar os fatos, incluindo visitas aos estabelecimentos mencionados, análise de folhas de ponto e coleta de depoimentos de servidores da Câmara. O denunciante também sugere a verificação de imagens de câmeras de segurança do prédio público como forma de comprovar a ausência dos assessores.

A manifestação encontra-se em fase inicial de análise pelo MPMG. Até o momento, não há confirmação de abertura de procedimento investigatório formal.

Procurado, o vereador citado não havia se manifestado até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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