Dívida milionária do Cisrun com a União expõe crise na gestão do Samu do Norte de Minas

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Maicon Tavares

A mais recente consulta aos débitos inscritos na dívida ativa da União mostra que o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas, conhecido como Cisrun e responsável pela administração do SAMU Macro Norte com sede em Montes Claros, possui uma dívida total superior a R$ 114 milhões com a União, distribuída em vários registros tributários atualizados em janeiro de 2026, com parcelas individuais chegando a quase R$ 40 milhões e mais de R$ 15 milhões.

A dívida milionária exposta nos sistemas oficiais contrasta com a realidade enfrentada pela população da região, que segue denunciando longas filas, falta de atendimento e demora no socorro nos serviços de saúde pública.

Reportagens recentes publicadas em portais como Gerais News e O Fator têm trazido à tona uma série de denúncias envolvendo a gestão do Cisrun, apontando irregularidades administrativas e financeiras, supostas práticas questionáveis na folha de pagamento, na contratação de pessoal e na condução de contratos.

Autoridades do Ministério Público de Contas de Minas Gerais chegaram a instaurar inquérito para investigar possíveis irregularidades no consórcio, incluindo indícios de “servidores fantasmas”, pagamentos de diárias em duplicidade e favorecimentos a determinadas categorias, e solicitaram documentos que, segundo relatos de órgãos de controle, não teriam sido apresentados pelo Cisrun em tempo hábil.

Especialistas em gestão pública ouvidos por portais de notícias afirmam que a falta de transparência e o não atendimento de requisições formais de órgãos fiscalizadores configuram desrespeito aos princípios da administração pública e agravam ainda mais a crise na saúde do Norte de Minas.

Enquanto isso, a população continua a enfrentar dificuldades no acesso a serviços de urgência e emergência, com pacientes aguardando por socorro em um sistema que, segundo as denúncias, estaria comprometido por uma gestão marcada por dívidas milionárias e falta de transparência.

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