O silêncio do prefeito de Icaraí de Minas, Gonçalo Antônio Mendes de Magalhães, virou fato oficial. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais emitiu, no dia 23 de julho de 2025, uma Certidão de Não Manifestação registrando que, embora intimado, o prefeito não apresentou qualquer resposta às irregularidades apontadas na auditoria operacional que investiga as condições das escolas rurais do município.
A certidão, assinada pela Diretora da Secretaria do Pleno, marca um ponto sensível no processo 1182958, que revelou problemas graves como água imprópria para consumo, uso de fossas negras, instalações elétricas precárias, ausência de alvará sanitário, falta de acessibilidade e inexistência de equipamentos mínimos de prevenção a incêndio nas escolas.
Enquanto o prefeito permaneceu inerte, quem se manifestou foi apenas a secretária municipal de Educação, Valdilene Mendes Veloso Almeida, que respondeu parcialmente aos apontamentos.
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Com o silêncio confirmado, os autos foram enviados à Coordenadoria de Auditoria de Obras e Serviços de Engenharia, que agora dará continuidade ao rito técnico, o que tende a resultar em deliberações mais duras, já que a ausência de defesa costuma pesar na avaliação final.
O caso avança no TCE-MG, e o prefeito entra na fase decisiva sem ter dito uma palavra.