A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu o vereador Neemias Pereira da Silva, em Uruana de Minas, suspeito de violar medida protetiva determinada pela Justiça em favor de sua ex-companheira.
De acordo com o boletim registrado, a vítima relatou ter vivido um relacionamento de 11 anos marcado por episódios de violência psicológica. Após o término, o parlamentar teria passado a persegui-la, chegando a invadir a residência dela e a frequentar locais para encontrá-la, o que gerou atritos entre os dois.
A Justiça determinou o afastamento do vereador, proibindo-o de se aproximar da mulher e de seus familiares. Mesmo assim, segundo a denúncia, ele continuou tentando manter contato, chegando inclusive a visitar a casa do avô dela, um idoso. O caso foi levado novamente à delegacia.
“O inquérito foi instaurado, ouvimos a vítima e testemunhas e reunimos provas que confirmam o descumprimento reiterado da medida protetiva”, afirmou o delegado Fernando Henrique Dantas.
As investigações também apontaram que Neemias é Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e possuía arma de fogo registrada em seu nome. “Solicitamos a prisão preventiva e a busca e apreensão da arma, por representar risco adicional à vítima. O pedido foi aceito pelo Judiciário e a operação foi realizada na tarde de ontem”, explicou o delegado.
Ele destacou ainda a importância das medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha, que têm como objetivo garantir a segurança das vítimas. O descumprimento dessas determinações, segundo ele, também configura crime.
Defesa
Em nota, o advogado Sebastião Almeida, que representa o vereador, afirmou que seu cliente colaborou com toda a ação policial e não ofereceu resistência. Ressaltou ainda que a arma apreendida era legalmente registrada e que Neemias “é primário, possui residência fixa, exerce função pública há 22 anos como motorista e também atua como socorrista do Samu, sendo pessoa com vínculos sólidos na comunidade”.
O defensor acrescentou que apresentará provas para demonstrar que a prisão foi desproporcional e que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para resguardar todos os envolvidos.