Monika Moura, sobrinha do ex-prefeito Humberto Souto, deu entrada no jogo político ao se filiar ao PL. E pelo visto, pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026. Sobrinha de sangue, sim, mas sem o peso (ou o respaldo) do nome Souto. Monika nunca teve envolvimento direto com a política local, tampouco foi tratada como herdeira política pelo tio, que, em vida, era notoriamente avesso à prática de transformar o poder em negócio de família.
Humberto Souto, figura respeitada e reservada, nunca manifestou interesse em projetar familiares em sua trajetória política. Aliás, poucos foram os momentos em que parentes próximos ocuparam qualquer espaço de destaque em sua gestão. A única presença constante ao seu lado foi a da discreta e sempre elegante Terezinha Mangabeira, companheira de todas as horas, que, mesmo após sua perda, segue distante dos holofotes e afirma não pensar em política.
A entrada de Monika no tabuleiro federal parece mais um salto no escuro do que uma jogada estratégica. Talvez fizesse mais sentido disputar uma vaga na Câmara Municipal em 2028, começando por onde a política de verdade acontece: no chão da cidade. Mas, sem trajetória, sem sobrenome político e sem carisma, dizem os mais próximos que sempre foi muito fechada, Monika vai mesmo tentar voar alto logo de cara.
Seja como for, não há muito a perder. A candidatura pode acabar servindo mais como um ensaio do que como um projeto viável de poder. Mas uma coisa é certa: se Humberto estivesse vivo, dificilmente aplaudiria a aventura da sobrinha.